Ainda há poucos anos, em 2011, um estudo revelou que Portugal era o país da Europa com maior taxa de depressão e o segundo a nível mundial.

Atualmente, certa de 25% dos portugueses sofre ou já sofreu uma depressão. O que naturalmente conduz a um elevado consumo de antidepressivos.

Com o passar do tempo, muitos mitos foram-se criando em relação a esses medicamentos. Neste artigo, pretende-se tirar todas as dúvidas, revelar as verdades e desmistificar os mitos.

Os antidepressivos engordam?

Resposta: Sim e Não.

Há antidepressivos que como efeito secundário, podem engordar. Mas não todos.

Os antidepressivos danificam o cérebro?

Resposta: Não.

Muito pelo contrário, pessoas que fiquem sob o efeito de sintomas depressivos sem qualquer tratamento durante muito tempo podem apresentar alterações cerebrais, como por exemplo a diminuição da ramificação dos neurónios. Portanto, algum dano a nível cerebral que possa ocorrer é uma possível consequência das depressões e não um efeito secundário dos medicamentos.

Os antidepressivos diminuem o desejo sexual?

Resposta: Sim e Não.

Mesmo situação que a possibilidade de engordar. A perda de desejo sexual é um possível efeito secundário de grande parte dos antidepressivos.

Os antidepressivos “curam” a depressão?

Resposta: Não

Assim como no caso de diabetes, pressão arterial alta e outras doenças crónicas, a depressão não tem cura somente através de medicamentos. Os medicamentos apenas controlam a psicopatologia. Ou seja, ajudam a diminuir os sintomas da depressão.

Aliado ao consumo dos medicamentos, existem métodos e linhas de tratamento que ajudam a alterar o padrão de comportamento das pessoas que sofrem de depressão.



Os antidepressivos dão sono?

Resposta: Sim e Não.

Há antidepressivos que apresentam esse efeito secundário, mas não todos.

Os antidepressivos entorpecem?

Resposta: Sim e Não.

Pode ser um efeito secundários de alguns antidepressivos.

Os antidepressivos alteram a personalidade da pessoa?

Resposta: Não.

Um antidepressivo é incapaz de alterar a personalidade da pessoa. Simplesmente atenuam os sintomas da depressão e podem dar mais ânimo às pessoas, contudo não alteram a personalidade.

As pessoas que passam por uma depressão por muito tempo ou por uma depressão severa, podem ter sofrido alterações das ramificações dos neurónios, o que pode deixar a pessoa mais apático e “diferente”. Mas isso é uma possível consequência das depressões e não uma consequência dos medicamentos.



Os antidepressivos são a única forma de ultrapassar uma depressão?

Resposta: Não

Os depressivos não curam a depressão, mas podem ser um aliado fundamental na sua superação. Contudo, não são a única solução. Uma depressão é um transtorno psicológico, como tal há vários métodos para se superar essa condição.

Os antidepressivos criam dependência?

Resposta: Dependência química, não. Dependência psíquica, pode criar facilmente.

Os antidepressivos não tem potencial para criar dependência química, mas pode desenvolver dependência psíquica.

Este tipo de dependência não ocorre só com os antidepressivos, mas em simples medicamentos para ajudar a adormecer ou também com o viagra. Em que as pessoas perdem confiança em determinadas capacidades e ficam dependentes de a nível psíquico de determinadas substâncias.

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