O cancro da mama é o mais comum na mulher e corresponde à segunda maior causa de morte das mulheres por cancro.

Em Portugal, anualmente são detetados 4500 novos casos de cancro da mama e 1500 mulheres perdem a luta contra esta doença.

Corresponde a cerca de 11 novos casos e 4 mortes todos os dias.

Não é um cancro que só afeta a mulher, sendo que a incidência no homem é muito inferior. Em cada 100 casos de cancro da mama, 1 desenvolve-se no homem.

Neste artigo, pretende-se desmistificar alguns mitos sobre o cancro da mama.

Mito: Apenas mulheres com histórico familiar de cancro da mama é que estão em risco
Realidade: Cerca de 70% das mulheres diagnosticadas com cancro da mama não apresentam qualquer fator de risco de desenvolvimento da doença. Sendo que é verdade que ter histórico de cancro da mama aumenta o risco.

Mito: Usar sutiã apertado ou dormir com sutiã aumenta o risco do cancro da mama
Realidade: O estudo que referia este mito nunca chegou a existir. Todos os estudos efetuados sobre o tema referem que não há qualquer relação.

Mito: A maior parte dos nódulos que surgem nas mamas são malignos
Realidade: Mais de 80% dos nódulos que desenvolvem-se nas mamas são benignos.

Mito: O implante mamário pode aumentar o risco de cancro da mama
Realidade: Os implantes mamários não têm qualquer influência no desenvolvimento do cancro da mama.

Mito: 1 em 8 mulheres desenvolvem cancro da mama
Realidade: O risco de desenvolver cancro da mama aumenta com a idade. A probabilidade de uma mulher até aos 40 anos desenvolver cancro da mama é de 1 em 233. Aos 85 anos, 1 em cada 8 mulheres tem riscos de desenvolver este cancro.

Mito: Usar desodorizante aumenta o risco de cancro da mama
Realidade: Não há evidências científicas que comprovem esta relação, mesmo tendo já sido realizados vários estudos. Por conseguinte, a afirmação não tem fundamento.

Mito: Mulheres com peito maior têm maior risco de desenvolver cancro da mama
Realidade: Não há qualquer relação entre o tamanho do peito e o risco deste cancro. Sendo que um peito maior pode dificultar a realização de alguns exames de diagnóstico.

Mito: O cancro da mama surge sempre com a forma de um nódulo na mama
Realidade: Um nódulo pode indicar cancro da mama, sendo que, como foi referido anteriormente, mais de 80% dos nódulos são benignos. No entanto, não é um sintoma que tenha necessariamente que ocorrer para haver desenvolvimento do cancro da mama.

Mito: Não se pode ter cancro da mama após a mastectomia
Realidade: A mastectomia reduz em cerca de 90% a probabilidade de uma mulher desenvolver cancro da mama.



Mito: O histórico familiar de cancro da mama da parte da mãe é mais importante que o histórico familiar da parte do pai
Realidade: São os dois igualmente importantes.

Mito: A cafeína provoca cancro da mama
Realidade: Apesar de não estar cientificamente comprovado, estudos empíricos referem que o consumo de cafeína diminui o risco de desenvolvimento de cancro da mama.

Mito: Caso apresente vários fatores de risco de desenvolvimento do cancro, não tem nada a fazer a não ser ter em atenção os sintomas
Realidade: Há várias medidas preventivas que todas as mulheres devem fazer, especialmente as que apresentam maior risco de desenvolvimento de cancro da mama, sendo elas: praticar atividade física regular, diminuir ou eliminar o consumo de álcool, fazer os exames de rotina aconselhados, entre outras (pode ser do seu interesse: Saúde Mulher: Confira os Exames Indispensáveis ao longo da Vida!).

Em caso de risco elevado, pode e deve ser ponderada a mastectomia.

Mito: Fazer mamografias todos os anos aumenta muito o risco do cancro da mama
Realidade: É verdade que a radiação usada numa mamografia é prejudicial, contudo atualmente os equipamentos foram otimizados de modo a diminuir a radiação emitida e por conseguinte face aos benefícios, é cada vez mais aconselhado fazer a mamografia anualmente (a partir dos 40 anos). De 2 em 2 anos também é aceitável.

Mito: Se a mamografia não detetou nenhuma evidência de cancro da mama, então não tenho que ter mais nenhum cuidado.
Realidade: As mamografias têm uma margem de erro entre 10% a 20%, por conseguinte devem ser sempre efetuados outros exames complementares.

Mito: Peso a mais não representa qualquer risco no cancro da mama.
Realidade: Excesso de peso ou obesidade aumenta o risco do cancro da mama, principalmente se esse excesso de peso surgir após a menopausa.

A pensar na sua saúde, sugerimos:

Mulher e sente Fadiga frequente? Conheça sintomas do Hipotiroidismo!

Sintomas das Doenças Benignas da Mama!



Partilhe e ajude os seus amigos a conhecerem os mitos do Cancro da Mama!

PARTILHE!
Categorias: Alertas

Alerta Saúde

O portal Alerta Saúde tem a missão basilar de zelar e cuidar da Saúde dos portugueses. Através do compromisso de divulgação de conteúdo fidedigno da área da Saúde, como também através da disponibilização aos seus utilizadores dos meios necessários para que acedam de forma célere e intuitiva aos conteúdos pretendidos.